Editores de jornais depositam suas esperanças nos novos tablets
Terça-feira, Outubro 12, 2010 at 5:11PM Christian Marra
Wall Street Journal, USA Today e New York Times já anunciaram que estão criando aplicativos para rodar no sistema Android, do Google, e que portanto, estariam aptos a funcionar no novo tablet Galaxy, da Samsumg. E o Wall Street Journal, de quebra, já começou a desenvolver um aplicativo similar para estar disponível no futuro tablet da Blackberry, o Playbook, que sequer foi lançado no mercado. As informações são do blog australiano Gizmodo.
A corrida para a criação de aplicativos para iPad e outros dispositivos (como o Galaxy e o futuro Playbook) é bastante clara. A revista britânica The Economist, por exemplo, acaba de anunciar o lançamento de uma revista sobre estilos de vida, denominada Intelligent Life, exclusiva para a plataforma iPad. Ele será gratuito ao público, pois conta com patrocínio do banco Credit Suisse.
Os novos aplicativos jornalísticos para rodar em tablets são a nova aposta das empresas informativas. Elas já descobriram que seu modelo de negócio permite tanto cobrar pela venda do aplicativo quanto rentabilizá-los por meio de publicidade. Editores de jornais começam a vislumbrar uma nova fronteira, que pode ajudá-los decisivamente a reverter o sombrio panorama de queda de arrecadação publicitária, como ocorre há anos nos EUA.
Um modelo de parceria começa a ser estudado, conforme informa o blog Gizmodo. Fabricantes de tablets estariam interessados em investir em publicidade nas publicações que desenvolvessem aplicativos para seus aparelhos. É uma parceria com interesses dos dois lados: os jornais precisam aumentar suas receitas com publicidade e criar novos canais para atingir seu público; os fabricantes de tablets, por outro lado, precisam contar com conteúdos de qualidade para sobressair na guerra com seus rivais. Tablets com maior qualidade de conteúdos prevalecerão nesta batalha.
Nesse aspecto reside uma forte vantagem do iPad. Como ele foi o pioneiro, a variedade e a riqueza de aplicativos que ele oferece hoje é imensamente superior à de seus rivais. É verdade que o volume de aplicativos para a plataforma Android, do Google, tem crescido rapidamente. Afinal, nesse sistema, as restrições e os controles não são tão rígidos como no sistema da Apple.
Por outro lado, como consequência disso, a qualidade dos aplicativos para iPhone e iPad é muito superior aos que estão disponíveis no Android Market. Basta compará-los. O fator pioneirismo tem tudo para ajudar o iPad a ser um dos que seguramente sobreviverão nesse novo segmento, que não para de ganhar novos integrantes.










Reader Comments