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A Nethics gerencia projetos de comunicação em mídias digitais. Desenvolvemos aplicativos para dispositivos móveis (sobretudo iPhone e iPad), planos de comunicação em redes sociais e criação de websites de qualidade.

 

 

Quem somos

A Nethics é dirigida por Christian Marra, especialista em comunicação em mídias digitais. Para o desenvolvimento dos projetos, conta com uma equipe de consultores associados, especializados em diversas áreas da comunicação em novas mídias. Conheça melhor seu perfil.

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Quarta-feira
Mai022012

Nethics firma parceria com empresa dos EUA para criar websites em Responsive Design

Christian Marra

Quanto mais surgem no mercado novos dispositivos para navegar pela internet, mais cresce a demanda por websites elaborados em Responsive Design. E para oferecer este serviço, a Nethics possui uma parceria com a Doctype Media, empresa de tecnologia sediada em Philadelphia, nos Estados Unidos.

A principal característica desse tipo de website é sua tecnologia que lhes permitem serem abertos corretamente em qualquer tipo de dispositivo, desde um smartphone a um tablet ou tela de computador. Eles possuem uma estrutura “fluida”, que se ajusta às dimensões de qualquer tela. Essa flexibilidade de uso é o seu grande apelo.

Eles não são uma novidade. No jornalismo, temos o exemplo do Boston Globe, que em 2010 já havia lançado um website com essas características. E é muito lógico fazer isso: é extremamente trabalhoso criar versões específicas para computadores, smartphones, tablets, que muitas vezes não são padronizados, apresentando numerosos padrões de tela e sistemas operacionais. Tudo isso sem contar a necessidade de renová-los periodicamente. É muito mais simples criar apenas um site que seja visível corretamente em qualquer dispositivo e sistema.

Ethan Marcotte, designer que trabalhou no projeto do Boston Globe, como pode ser lido nesta matéria do portal Editor & Publisher, explica que o Responsive Design, em poucas palavras, consiste em adotar um layout flexível utilizando CSS (Cascading Style Sheets) para se estruturar um design que pode ser visto em telas pequenas ou largas. Essa técnica também emprega linguagem em HTML5, e portanto, seus websites são melhor visíveis nas últimas versões dos navegadores.

Neste exemplo, elaborado pela equipe da Doctype Media, é possível notar como tais sites se ajustam à dimensão da tela, independente do dispositivo usado para abri-lo. Evidentemente, esta solução implica em algumas limitações na criação, de forma a privilegiar a flexibilidade, e não a criatividade.

De qualquer forma, trata-se de uma solução oportuna para um período em que, cada vez mais, as pessoas navegam pela internet a partir de smartphones e tablets.

 

Terça-feira
Abr032012

Nethics inicia consultoria em comunicação para o BID

A Nethics iniciou, neste mês de abril, um projeto de consultoria em comunicação para o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) ou IDB (Inter-American Development Bank, na sigla em inglês).

Sediado em Washington DC (EUA), o BID é um banco internacional que apoia projetos de redução da pobreza e da desigualdade na América Latina e no Caribe. Criado em 1959, o BID é um dos principais órgãos de financiamento de projetos desse gênero na região. 48 países das Américas são acionistas do banco.

O serviço a ser prestado pela Nethics envolve a redação regular de matérias e informativos, divulgação de material noticioso e revisão de artigos técnicos. Os temas serão centrados sobretudo nas áreas de Transporte e Logística, que estão entre os diversos campos de atuação do banco.

Ao participar de projetos, o BID dispõe de quadros técnicos de especialistas, que participam diretamente das ações por ele apoiadas. Dessa forma, sua participação não se restringe à mera concessão do crédito, mas também envolve a presença de especialistas do banco, que por sua vez, levam seu aprendizado a outros projetos, em localidades distintas.

Um desses projetos em andamento, em parceria com a prefeitura de Curitiba (PR), tem como principal inovação a elaboração de uma política de circulação de carga em uma área urbana - uma abordagem pouco comum nos estudos de planejamento de transportes urbanos, que são normalmente centrados no transporte público. Um trabalho pioneiro e desenvolvido em um momento oportuno, no qual as demandas por melhorias na mobilidade urbana, nas principais capitais do país, são mais urgentes do que nunca.

 

Domingo
Jan292012

A volta do Editor: o fator humano é o futuro da internet 

Christian Marra

Conteúdos jornalísticos tendem a ser pautados por três personagens na era digital: Editores, redes sociais e tecnologia. Ao menos é o que parece até o momento, salvo alguma nova revolução que nos pegue de surpresa – o que já está virando rotina.

Se os editores continuarão sendo imprescindíveis, por que esse título provocativo? Na verdade o editor nunca saiu de cena. Ele não precisa “voltar”, porque afinal, nunca “foi”.

Quem “matou” o editor foram as profecias catastróficas de que o jornal do futuro seria todo editado por computadores. Isso ocorreu sobretudo após a popularização de serviços como o Google News, cujos misteriosos algoritmos traziam aos leitores resumos das principais notícias – e os internautas pareciam dar-se por satisfeitos.

Em agosto do ano passado, o Google News jogou a toalha. Na homepage de sua versão dos EUA surgiu uma seção denominada “Editors´ Picks". Nela, as notícias em destaque em vários websites – o que corresponde ao trabalho do Editor – passaram a ser exibidas. O Google News deixou de ser um serviço 100% robotizado.

Por isso, não há dúvidas que o trabalho do editor está mais vivo do que nunca. Ele jamais será substituído por máquinas. O bom trabalho jornalístico conta com a emoção, com a sensibilidade, o instinto informativo que um computador, por mais avançado que seja, jamais poderá ter. O Google News pode ser útil, mas não é um produto jornalístico.

O PAPEL DA TECNOLOGIA

Na prática, o que vemos é o surgimento de vários serviços de “curadoria tecnológica”, que até fazem bem o seu papel. Mas falta-lhes o toque humano, indispensável no trabalho jornalístico.

Cito um exemplo: o aplicativo Zite, no momento disponível apenas para iPhone, iPad e para o TouchPad, da HP. O Zite é uma revista personalizável, que agrega conteúdos de vários sites. Se você quiser ler, por exemplo, notícias sobre “redes sociais”, ele faz uma ótima seleção de conteúdos. Para aprimorar a seleção, ele incorpora comandos para informar se tal matéria foi relevante ou não. Conforme a resposta, ele reconfigura as futuras seleções. Tudo isso com um design muito bonito, que torna a leitura e a navegação bem agradáveis.

Falta ao Zite, contudo, o trabalho do editor. Ele traz ótimas notícias sobre os assuntos da preferência do usuário, mas não há hierarquia, não há sugestões de relevância de notícias. Todas são apresentadas com igual destaque, e não é fácil saber quais realmente são as melhores.

Em agosto de 2011, o Zite foi comprado pela CNN (fato que foi bem relatado no blog do colega Tiago Dória). O interesse era evidente: a sua solução tecnológica. Aliás, há pouco mencionei, em outro artigo, o quanto as empresas jornalísticas estão apostando em startups tecnológicas, seja investindo nelas ou adquirindo outras. Se a CNN absorveu o Zite, é porque aposta no crescente papel da tecnologia.

Há pouco tempo, revendo uma apresentação dos futuros projetos da BBC inglesa, um dos slides me chamou a atenção. Era o slide 17, e que está reproduzido na imagem. Nele a BBC mostrava, em junho de 2011, os pilares de sua estratégia de conexão com a audiência, e que podem ser traduzidos como: Editorial + Algoritmos + Redes Sociais.

Salvo alguma nova revolução imprevisível, o cenário para os próximos anos tem tudo para ser uma combinação desses aspectos. O trabalho jornalístico não dispensará jamais o papel do editor (tanto que surge em primeiro lugar nessa descrição), mas este será cada vez mais complementado por ferramentas tecnológicas e pelo poder galopante das redes sociais.

O PODER DE INFLUÊNCIA DAS REDES SOCIAIS

Estas redes, por sua vez, também não param de crescer em protagonismo. Um trabalho jornalístico de costas ao que se comenta nas redes sociais está desconectado da realidade. Por certo, as redes sociais estão pautando cada vez mais as mídias tradicionais. Lá as notícias se espalham mais rápido, e muitas vezes, é a primeira fonte informativa de um determinado acontecimento.

Monitorar as redes sociais é uma prática hoje consagrada. Há vários serviços especializados nisso, sendo que um dos mais recentes e mais promissores é o Storify. Ele permite fazer buscas por palavra-chave em redes sociais como Facebook, Twitter, You Tube, Flickr, Instagram, entre outras. Assim, o usuário pode extrair dessas redes informações sobre o que está sendo falado sobre um tema, e de uma maneira bem organizada.

Mas não basta apenas monitorar. O interessante é oferecer a informação, e ao mesmo tempo, os comentários desse tema nas redes sociais. Quem nunca assistiu a um debate eleitoral na TV, e ao mesmo tempo, acompanhou no Twitter os comentários do público? Por que não oferecer tudo isso junto na mesma tela? Não é verdade que os comentários sobre um assunto muitas vezes oferecem uma visão complementar bastante valiosa, que merece ser lida? Como todos sabem, a comunicação hoje é uma via de mão dupla. A mão única faz parte do passado.

Não é à toa que as empresas jornalísticas sabem que cruzar seus conteúdos com as redes sociais é hoje uma estratégia vital. No Facebook já é possível encontrar aplicativos jornalísticos muito interessantes, como os do Guardian, Washington Post e USA Today.

Neles, a grande sacada é mostrar quais artigos os amigos leram. Eu mesmo já li vários, só por saber que algum amigo leu determinada notícia. Fazia tempo que eu não visitava sites desses três jornais. Entrei recentemente graças à indicação dos amigos. Tais indicações exercem uma influência muito grande em nós. E dá para notar o quanto os websites têm ganho uma audiência inesperada graças a essa “curadoria social”.

E mesmo assim, o papel do editor não desaparece nesses aplicativos. No do Washington Post, por exemplo, na página inicial são apresentadas notícias em destaque, selecionadas pelos jornalistas, e na lateral, são vistas as notícias lidas pelos amigos. O editor desempenha um papel relevante nesse serviço, que está integrado a uma rede social.

Enfim, o tema ainda permite muita discussão. Espero desdobrá-lo ainda mais em futuros posts.

 

Quinta-feira
Jan122012

Empresas jornalísticas apostam em startups de tecnologia

Christian Marra
 
Com o crescente papel da tecnologia em todas as etapas do trabalho jornalístico, é natural que as empresas do setor passem a investir, cada vez mais, em tecnologias aplicadas ao seu negócio. Elas estão aprendendo que não dá para bater de frente com a revolução tecnológica; é preciso surfar na mesma onda, antes que ela as derrube.

Por isso, num movimento ousado, algumas delas estão apostando em incubar pequenas startups de tecnologia, que desenvolvem soluções aplicadas ao negócio jornalístico. Recentemente, foram anunciados interessantes movimentos desse tipo.

O grupo de mídia Philadelphia Media Network (que edita os jornais The Philadelphia Inquirer, Philadelphia Daily News e o portal Philly.com), por exemplo, anunciou o investimento em três pequenas startups que passarão a funcionar dentro de suas instalações: uma delas focada no desenvolvimento de interfaces para a rápida criação de aplicativos mobile, outra centrada num aplicativo para digitalizar cupons impressos de descontos e outra que desenvolve um aplicativo Web orientado a promover enquetes eleitorais junto aos leitores.

Ainda nos EUA, o grupo Digital First Media, sediado em Nova York e que controla o MediaNews Group e o Journal Register Company – que agregam numerosos veículos jornalísticos espalhados pelo país – anunciou, em dezembro de 2011, que neste ano investirá em startups de tecnologia para encontrar soluções para conteúdos, publicidade e análises de audiência.

O Financial Times, por sua vez, anunciou há poucas semanas a aquisição da pequena empresa de tecnologia que desenvolveu seu Web App para dispositivos móveis em HTML5, e que virou um paradigma mundial pois permitiu-lhe escapar das restrições impostas pela Apple em sua loja de aplicativos.

Outro caso é o do New York Times, que já há um certo tempo investe no seu próprio laboratório de tecnologias aplicadas ao jornalismo, conhecido como projeto beta620. Outra aposta voltada fundamentalmente ao desenvolvimento tecnológico.

Tecnologia não é o cerne da atividade jornalística: o coração da empresa é e sempre será a Redação, o talento do jornalista, a qualidade dos conteúdos elaborados. Mas a tecnologia está cada vez mais presente em todas as etapas desse trabalho: na apuração, na redação de textos, na edição, na distribuição, etc. Ela afeta tanto o trabalho dos repórteres e editores quanto dos profissionais do comercial. Especialmente quando se fala em distribuição da informação, conquista de audiências, interação com o leitor, envolvimento do leitor como fonte, técnicas de apresentação dos conteúdos, entre muitas outras formas.

Se durante muitas décadas as empresas informativas funcionaram num regime basicamente de relações entre o Editorial e o Comercial, vislumbramos um cenário que caminha para um tripé Editorial + Comercial + Tecnologia. Seu protagonismo é crescente, e isso significa romper uma cultura centenária de processos internos.

Há pouco tempo conversei com uma jornalista que visitou as instalações do The Guardian, em Londres. Ela me contou que a mentalidade por lá é parecida com a de uma empresa do Vale do Silício, na Califórnia, a Meca das empresas de alta tecnologia de todo o mundo. Programadores, jornalistas e executivos fazem reuniões periódicas para discutir novas ideias, bolar novos produtos e serviços, num grande brainstorm para que a empresa encontre soluções inovadoras. O resultado disso é a presença do Guardian em todo tipo de plataforma digital nos dias de hoje. Seu aplicativo The Guardian on Facebook atrai leitores que antes não liam seu noticiário, conquistando assim novas audiências – muitas delas, jovens. É a inovação originando resultados comerciais.

Mathew Ingram, articulista do site GigaOM, já havia levantado essa bola em meados de 2011. Segundo ele, inovação é a palavra de ordem nas empresas jornalísticas que querem sair da mesmice. Ele defende a ideia de que as empresas jornalísticas têm muito a aprender com as startups tecnológicas.

John Paul Titlow, que também discutiu o papel das empresas jornalísticas como incubadoras de startups, afirma que essa estratégia é, no mínimo, uma grande jogada de marketing: muda radicalmente a imagem de uma empresa com décadas de tradição no impresso.

Mas não basta contratar um enorme time de programadores, que gastarão seu tempo criando todo o tipo de ferramentas e dispositivos revolucionários. Apostar em tecnologias, sem que haja diálogo com os editores e os executivos da área comercial, é um investimento inútil. Há jornais no Brasil (que não são pequenos) cujo setor comercial mal sabe vender anúncios para sua página web. A convergência tecnológica não ocorre só na redação; deve envolver também o comercial. O tripé precisa estar bem assentado.

Apostar em tecnologia é um movimento crucial nos dias de hoje. Mas é importante que haja interlocutores à altura nos demais setores de um jornal. Em resumo, que a cultura digital permeie todas as instâncias da empresa. Nota-se o quanto é imprescindível que os profissionais do futuro - praticamente em todas as áreas - tenham um mínimo de desenvoltura para manusear - ou no mínimo dialogar - com os profissionais da tecnologia. Não adianta nadar contra a corrente, por mais que ela possa despertar todo tipo de alergias. O futuro passa inevitavelmente por aí.


Sexta-feira
Out282011

Nethics desenvolve aplicativos para iPhone e iPad para a EPTV

Christian Marra

A EPTV, uma das principais afiliadas da TV Globo (cuja cobertura abrange parte do interior de São Paulo e do sul de Minas Gerais), é uma das primeiras empresas a apostar no noticiário hiper-local e nas ferramentas de interatividade por meio de aplicativos para iPhone e iPad.

Desenvolvidos pela Nethics , o EPNotícia é um aplicativo que traz o noticiário local de cidades como Campinas, Ribeirão Preto e Piracicaba. Nele, o usuário pode escolher, por meio de um comando, a cidade da qual deseja receber notícias em tempo real. Estas, por sua vez, podem ser compartilhadas nas principais redes sociais dos usuários, como Facebook e Twitter, ou mesmo por email.

Além de notícias locais, segmentadas por editorias (Economia, Esportes, Serviços, Saúde, Educação, etc.), os aplicativos oferecem uma seção multimídia, com vídeos das principais reportagens dos telejornais da EPTV e galerias de imagens dos principais fatos locais.

Também merece destaque a seção VC é a Notícia, na qual o usuário pode utilizar a própria câmera do iPhone ou do iPad2 para registrar fatos marcantes e enviá-las à redação da EPTV.

O serviço VC é a Notícia já existe no website da EPTV. Mas quando é integrado a um smartphone ou tablet, por meio de um aplicativo, o público ganha um instrumento de uso fácil e manuseio ágil para colaborar com informações relevantes, de interesse público, participando diretamente do processo informativo. Isso aproxima ainda mais o cidadão do veículo de comunicação, e os resultados podem ser positivos na sociedade.

O download dos aplicativos é gratuito. Em breve, os aplicativos deverão oferecer publicidade local, dirigidas a cada público regional.

Sediada em Campinas, a EPTV possui sedes regionais em Ribeirão Preto, São Carlos e Varginha, no sul de MG. Atendendo a essas cidades e às de seu entorno, sua cobertura abrange 298 municípios de uma das mais ricas regiões do país.