A Nethics gerencia projetos de comunicação em mídias digitais. Desenvolvemos aplicativos para dispositivos móveis (sobretudo iPhone e iPad), planos de comunicação em redes sociais e criação de websites de qualidade.

 

 

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A Nethics é dirigida por Christian Marra, especialista em comunicação em mídias digitais. Para o desenvolvimento dos projetos, conta com uma equipe de consultores associados, especializados em diversas áreas da comunicação em novas mídias. Conheça melhor seu perfil.

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Domingo
Jan292012

A volta do Editor: o fator humano é o futuro da internet 

Christian Marra

Conteúdos jornalísticos tendem a ser pautados por três personagens na era digital: Editores, redes sociais e tecnologia. Ao menos é o que parece até o momento, salvo alguma nova revolução que nos pegue de surpresa – o que já está virando rotina.

Se os editores continuarão sendo imprescindíveis, por que esse título provocativo? Na verdade o editor nunca saiu de cena. Ele não precisa “voltar”, porque afinal, nunca “foi”.

Quem “matou” o editor foram as profecias catastróficas de que o jornal do futuro seria todo editado por computadores. Isso ocorreu sobretudo após a popularização de serviços como o Google News, cujos misteriosos algoritmos traziam aos leitores resumos das principais notícias – e os internautas pareciam dar-se por satisfeitos.

Em agosto do ano passado, o Google News jogou a toalha. Na homepage de sua versão dos EUA surgiu uma seção denominada “Editors´ Picks". Nela, as notícias em destaque em vários websites – o que corresponde ao trabalho do Editor – passaram a ser exibidas. O Google News deixou de ser um serviço 100% robotizado.

Por isso, não há dúvidas que o trabalho do editor está mais vivo do que nunca. Ele jamais será substituído por máquinas. O bom trabalho jornalístico conta com a emoção, com a sensibilidade, o instinto informativo que um computador, por mais avançado que seja, jamais poderá ter. O Google News pode ser útil, mas não é um produto jornalístico.

O PAPEL DA TECNOLOGIA

Na prática, o que vemos é o surgimento de vários serviços de “curadoria tecnológica”, que até fazem bem o seu papel. Mas falta-lhes o toque humano, indispensável no trabalho jornalístico.

Cito um exemplo: o aplicativo Zite, no momento disponível apenas para iPhone, iPad e para o TouchPad, da HP. O Zite é uma revista personalizável, que agrega conteúdos de vários sites. Se você quiser ler, por exemplo, notícias sobre “redes sociais”, ele faz uma ótima seleção de conteúdos. Para aprimorar a seleção, ele incorpora comandos para informar se tal matéria foi relevante ou não. Conforme a resposta, ele reconfigura as futuras seleções. Tudo isso com um design muito bonito, que torna a leitura e a navegação bem agradáveis.

Falta ao Zite, contudo, o trabalho do editor. Ele traz ótimas notícias sobre os assuntos da preferência do usuário, mas não há hierarquia, não há sugestões de relevância de notícias. Todas são apresentadas com igual destaque, e não é fácil saber quais realmente são as melhores.

Em agosto de 2011, o Zite foi comprado pela CNN (fato que foi bem relatado no blog do colega Tiago Dória). O interesse era evidente: a sua solução tecnológica. Aliás, há pouco mencionei, em outro artigo, o quanto as empresas jornalísticas estão apostando em startups tecnológicas, seja investindo nelas ou adquirindo outras. Se a CNN absorveu o Zite, é porque aposta no crescente papel da tecnologia.

Há pouco tempo, revendo uma apresentação dos futuros projetos da BBC inglesa, um dos slides me chamou a atenção. Era o slide 17, e que está reproduzido na imagem. Nele a BBC mostrava, em junho de 2011, os pilares de sua estratégia de conexão com a audiência, e que podem ser traduzidos como: Editorial + Algoritmos + Redes Sociais.

Salvo alguma nova revolução imprevisível, o cenário para os próximos anos tem tudo para ser uma combinação desses aspectos. O trabalho jornalístico não dispensará jamais o papel do editor (tanto que surge em primeiro lugar nessa descrição), mas este será cada vez mais complementado por ferramentas tecnológicas e pelo poder galopante das redes sociais.

O PODER DE INFLUÊNCIA DAS REDES SOCIAIS

Estas redes, por sua vez, também não param de crescer em protagonismo. Um trabalho jornalístico de costas ao que se comenta nas redes sociais está desconectado da realidade. Por certo, as redes sociais estão pautando cada vez mais as mídias tradicionais. Lá as notícias se espalham mais rápido, e muitas vezes, é a primeira fonte informativa de um determinado acontecimento.

Monitorar as redes sociais é uma prática hoje consagrada. Há vários serviços especializados nisso, sendo que um dos mais recentes e mais promissores é o Storify. Ele permite fazer buscas por palavra-chave em redes sociais como Facebook, Twitter, You Tube, Flickr, Instagram, entre outras. Assim, o usuário pode extrair dessas redes informações sobre o que está sendo falado sobre um tema, e de uma maneira bem organizada.

Mas não basta apenas monitorar. O interessante é oferecer a informação, e ao mesmo tempo, os comentários desse tema nas redes sociais. Quem nunca assistiu a um debate eleitoral na TV, e ao mesmo tempo, acompanhou no Twitter os comentários do público? Por que não oferecer tudo isso junto na mesma tela? Não é verdade que os comentários sobre um assunto muitas vezes oferecem uma visão complementar bastante valiosa, que merece ser lida? Como todos sabem, a comunicação hoje é uma via de mão dupla. A mão única faz parte do passado.

Não é à toa que as empresas jornalísticas sabem que cruzar seus conteúdos com as redes sociais é hoje uma estratégia vital. No Facebook já é possível encontrar aplicativos jornalísticos muito interessantes, como os do Guardian, Washington Post e USA Today.

Neles, a grande sacada é mostrar quais artigos os amigos leram. Eu mesmo já li vários, só por saber que algum amigo leu determinada notícia. Fazia tempo que eu não visitava sites desses três jornais. Entrei recentemente graças à indicação dos amigos. Tais indicações exercem uma influência muito grande em nós. E dá para notar o quanto os websites têm ganho uma audiência inesperada graças a essa “curadoria social”.

E mesmo assim, o papel do editor não desaparece nesses aplicativos. No do Washington Post, por exemplo, na página inicial são apresentadas notícias em destaque, selecionadas pelos jornalistas, e na lateral, são vistas as notícias lidas pelos amigos. O editor desempenha um papel relevante nesse serviço, que está integrado a uma rede social.

Enfim, o tema ainda permite muita discussão. Espero desdobrá-lo ainda mais em futuros posts.

 

Quinta-feira
Jan122012

Empresas jornalísticas apostam em startups de tecnologia

Christian Marra
 
Com o crescente papel da tecnologia em todas as etapas do trabalho jornalístico, é natural que as empresas do setor passem a investir, cada vez mais, em tecnologias aplicadas ao seu negócio. Elas estão aprendendo que não dá para bater de frente com a revolução tecnológica; é preciso surfar na mesma onda, antes que ela as derrube.

Por isso, num movimento ousado, algumas delas estão apostando em incubar pequenas startups de tecnologia, que desenvolvem soluções aplicadas ao negócio jornalístico. Recentemente, foram anunciados interessantes movimentos desse tipo.

O grupo de mídia Philadelphia Media Network (que edita os jornais The Philadelphia Inquirer, Philadelphia Daily News e o portal Philly.com), por exemplo, anunciou o investimento em três pequenas startups que passarão a funcionar dentro de suas instalações: uma delas focada no desenvolvimento de interfaces para a rápida criação de aplicativos mobile, outra centrada num aplicativo para digitalizar cupons impressos de descontos e outra que desenvolve um aplicativo Web orientado a promover enquetes eleitorais junto aos leitores.

Ainda nos EUA, o grupo Digital First Media, sediado em Nova York e que controla o MediaNews Group e o Journal Register Company – que agregam numerosos veículos jornalísticos espalhados pelo país – anunciou, em dezembro de 2011, que neste ano investirá em startups de tecnologia para encontrar soluções para conteúdos, publicidade e análises de audiência.

O Financial Times, por sua vez, anunciou há poucas semanas a aquisição da pequena empresa de tecnologia que desenvolveu seu Web App para dispositivos móveis em HTML5, e que virou um paradigma mundial pois permitiu-lhe escapar das restrições impostas pela Apple em sua loja de aplicativos.

Outro caso é o do New York Times, que já há um certo tempo investe no seu próprio laboratório de tecnologias aplicadas ao jornalismo, conhecido como projeto beta620. Outra aposta voltada fundamentalmente ao desenvolvimento tecnológico.

Tecnologia não é o cerne da atividade jornalística: o coração da empresa é e sempre será a Redação, o talento do jornalista, a qualidade dos conteúdos elaborados. Mas a tecnologia está cada vez mais presente em todas as etapas desse trabalho: na apuração, na redação de textos, na edição, na distribuição, etc. Ela afeta tanto o trabalho dos repórteres e editores quanto dos profissionais do comercial. Especialmente quando se fala em distribuição da informação, conquista de audiências, interação com o leitor, envolvimento do leitor como fonte, técnicas de apresentação dos conteúdos, entre muitas outras formas.

Se durante muitas décadas as empresas informativas funcionaram num regime basicamente de relações entre o Editorial e o Comercial, vislumbramos um cenário que caminha para um tripé Editorial + Comercial + Tecnologia. Seu protagonismo é crescente, e isso significa romper uma cultura centenária de processos internos.

Há pouco tempo conversei com uma jornalista que visitou as instalações do The Guardian, em Londres. Ela me contou que a mentalidade por lá é parecida com a de uma empresa do Vale do Silício, na Califórnia, a Meca das empresas de alta tecnologia de todo o mundo. Programadores, jornalistas e executivos fazem reuniões periódicas para discutir novas ideias, bolar novos produtos e serviços, num grande brainstorm para que a empresa encontre soluções inovadoras. O resultado disso é a presença do Guardian em todo tipo de plataforma digital nos dias de hoje. Seu aplicativo The Guardian on Facebook atrai leitores que antes não liam seu noticiário, conquistando assim novas audiências – muitas delas, jovens. É a inovação originando resultados comerciais.

Mathew Ingram, articulista do site GigaOM, já havia levantado essa bola em meados de 2011. Segundo ele, inovação é a palavra de ordem nas empresas jornalísticas que querem sair da mesmice. Ele defende a ideia de que as empresas jornalísticas têm muito a aprender com as startups tecnológicas.

John Paul Titlow, que também discutiu o papel das empresas jornalísticas como incubadoras de startups, afirma que essa estratégia é, no mínimo, uma grande jogada de marketing: muda radicalmente a imagem de uma empresa com décadas de tradição no impresso.

Mas não basta contratar um enorme time de programadores, que gastarão seu tempo criando todo o tipo de ferramentas e dispositivos revolucionários. Apostar em tecnologias, sem que haja diálogo com os editores e os executivos da área comercial, é um investimento inútil. Há jornais no Brasil (que não são pequenos) cujo setor comercial mal sabe vender anúncios para sua página web. A convergência tecnológica não ocorre só na redação; deve envolver também o comercial. O tripé precisa estar bem assentado.

Apostar em tecnologia é um movimento crucial nos dias de hoje. Mas é importante que haja interlocutores à altura nos demais setores de um jornal. Em resumo, que a cultura digital permeie todas as instâncias da empresa. Nota-se o quanto é imprescindível que os profissionais do futuro - praticamente em todas as áreas - tenham um mínimo de desenvoltura para manusear - ou no mínimo dialogar - com os profissionais da tecnologia. Não adianta nadar contra a corrente, por mais que ela possa despertar todo tipo de alergias. O futuro passa inevitavelmente por aí.


Sexta-feira
Out282011

Nethics desenvolve aplicativos para iPhone e iPad para a EPTV

Christian Marra

A EPTV, uma das principais afiliadas da TV Globo (cuja cobertura abrange parte do interior de São Paulo e do sul de Minas Gerais), é uma das primeiras empresas a apostar no noticiário hiper-local e nas ferramentas de interatividade por meio de aplicativos para iPhone e iPad.

Desenvolvidos pela Nethics , o EPNotícia é um aplicativo que traz o noticiário local de cidades como Campinas, Ribeirão Preto e Piracicaba. Nele, o usuário pode escolher, por meio de um comando, a cidade da qual deseja receber notícias em tempo real. Estas, por sua vez, podem ser compartilhadas nas principais redes sociais dos usuários, como Facebook e Twitter, ou mesmo por email.

Além de notícias locais, segmentadas por editorias (Economia, Esportes, Serviços, Saúde, Educação, etc.), os aplicativos oferecem uma seção multimídia, com vídeos das principais reportagens dos telejornais da EPTV e galerias de imagens dos principais fatos locais.

Também merece destaque a seção VC é a Notícia, na qual o usuário pode utilizar a própria câmera do iPhone ou do iPad2 para registrar fatos marcantes e enviá-las à redação da EPTV.

O serviço VC é a Notícia já existe no website da EPTV. Mas quando é integrado a um smartphone ou tablet, por meio de um aplicativo, o público ganha um instrumento de uso fácil e manuseio ágil para colaborar com informações relevantes, de interesse público, participando diretamente do processo informativo. Isso aproxima ainda mais o cidadão do veículo de comunicação, e os resultados podem ser positivos na sociedade.

O download dos aplicativos é gratuito. Em breve, os aplicativos deverão oferecer publicidade local, dirigidas a cada público regional.

Sediada em Campinas, a EPTV possui sedes regionais em Ribeirão Preto, São Carlos e Varginha, no sul de MG. Atendendo a essas cidades e às de seu entorno, sua cobertura abrange 298 municípios de uma das mais ricas regiões do país.

 

Quarta-feira
Set212011

Bases para o planejamento de projetos em mídias móveis


(Fotos: Elza Albuquerque)Christian Marra

Neste artigo estão expostas as principais ideias que foram debatidas em minha palestra no programa Master em Jornalismo Digital, do IICS, em São Paulo (foto), realizada no dia 16 de setembro.

Algumas redações pelo Brasil já começam a criar equipes dedicadas a projetos para informação jornalística em dispositivos móveis. As empresas sabem que atuar nessas novas mídias é um caminho sem volta, e buscam ganhar uma experiência que, ainda que não traga resultados em curto prazo, mais adiante trará, sem dúvida, uma enorme vantagem competitiva. Elas sabem que é preciso aprender, desde já, a qualificar profissionais, contornar problemas de tecnologia, conhecer hábitos de leitura do seu público, identificar que conteúdos oferecer e de que maneira, encontrar um modelo de negócio para rentabilizar esses projetos, entre outras inúmeras lições que só a experiência proporciona.

E nessas redações começa a surgir um profissional com um novo perfil, específico para atuar em tais projetos: o Analista de Produto para Dispositivos Móveis. O nome da função pode variar, mas seu papel passará a ser essencial nas novas equipes de planejamento de projetos de comunicação. Sua função é dialogar com os responsáveis pelo jornal, pelo website, por um programa de TV, etc., estudando como o produto informativo para smartphones e tablets irá complementar o pacote de informações a ser oferecido ao público.

Não é uma tarefa simples. A presença de um analista de produto para dispositivos móveis é um elemento a mais a atuar nos processos internos de uma empresa informativa. Isso implica num redesenho desses processos, que passarão a incluir este novo integrante a partir de agora. Mudanças desse tipo são sempre complicadas, e só se ajustam após numerosos esforços de tentativa e erro.

Entre as capacidades requeridas a esse profissional, poderiam ser listadas inúmeras, evidentemente. Sintetizando em alguns aspectos fundamentais, pode ser destacada a necessidade de um domínio de questões relativas a conteúdo, tecnologia e negócio, sempre orientadas ao modus operandi das mídias móveis.

De fato, um profissional desse tipo, numa empresa informativa, precisa mesclar essas habilidades. É necessário compreender questões editoriais, ter faro jornalístico, dominar os fundamentos da tecnologia embarcada em dispositivos móveis (de forma a tirar o máximo proveito das suas funcionalidades), além de uma visão comercial que lhe permita testar um formato rentável para o negócio (talvez o mais difícil até agora).

Conteúdos

Com relação a conteúdos, o analista deve sempre planejá-los levando em conta a variável “mobilidade”: quais conteúdos podem ser relevantes a alguém que não dispõe de nenhuma outra mídia para encontrar informação, e que pode estar em qualquer lugar? A mobilidade permite atingir a audiência seja lá onde ela estiver. O que é relevante oferecer ao usuário, de forma que ele possa obter essa informação em qualquer lugar que esteja?

Como é lógico, projetos para dispositivos móveis incluem tanto smartphones quanto tablets. E como eles são diferentes – especialmente quanto às dimensões de cada um –, um projeto não pode ser igual para ambos. Cada projeto deve levar em conta os recursos tecnológicos e as limitações que cada um possui.

Projetos para smartphones (seja ele um aplicativo ou site mobile), em virtude das limitadas dimensões de suas telas, podem ser mais enxutos, objetivos, focados num determinado conteúdo ou finalidade. Podem ser mais segmentados, oferecendo uma informação ou um serviço mais dirigido. Não se pode pensar em portais de notícias embutidos num smartphone. É muita informação para um espaço pequeno, e isso compromete a navegação e a obtenção da informação desejada. Nos tablets, tais conteúdos podem ser mais amplos. Em resumo: projetos diferenciados para cada uma dessas mídias.

Aplicativo da EPTV explora a câmera do iPhone e estimula as contribuições dos usuários.E ao planejar conteúdos, os aplicativos mobile oferecem a ótima possibilidade de serem integrados às funcionalidades dos aparelhos. Podem tirar proveito de suas câmeras (como neste caso da EPTV, de Campinas, da imagem ao lado), de suas ferramentas de compartilhamento nas redes sociais, do GPS, da oferta de mapas e rotas de deslocamento nas vias, de calculadoras, das ferramentas de email, do calendário, do acelerômetro, entre muitas outras. Explorando bem tudo isso, o resultado costuma ser útil e interessante ao usuário. Os exemplos que poderiam ser citados são inúmeros.

Tecnologia

Quanto às questões tecnológicas, a primeira decisão é definir que tipo de projeto é o mais adequado. Um aplicativo? Um site para navegadores nativos dos smartphones? Os dois? Ou arriscar um projeto em HTML5, de modo a se criar um aplicativo web? Logicamente, dominar estas tecnologias é o ponto de partida para este tipo de definição.

Além disso, a criação de aplicativos supõe contornar um gargalo habitual: a disponibilidade de profissionais da área de TI. Toda empresa tem a sua equipe, mas ela normalmente está sobrecarregada de trabalho. Desenvolver um aplicativo que seja abastecido por informações online depende também dessa equipe, pois é necessário criar um serviço web para gerenciar os conteúdos do aplicativo. É uma importante questão que deve entrar na pauta do analista de produto.

Negócio

E por fim, esse analista precisa ter também a visão do negócio. Conhecer o modelo de micro-pagamentos das lojas de aplicativos, os valores que ficam como “pedágio” para as lojas oficiais de aplicativos, definir se o serviço será gratuito, pago, parcialmente pago ou contará com publicidade, identificar eventuais patrocinadores, avaliar seu potencial de mercado, conhecer os hábitos de uso por parte do usuário, analisar métricas de uso, etc.

Vale acrescentar – e essa conclusão é fruto de vários debates no mundo acadêmico e empresarial – que não se pode hoje pensar num modelo de negócio definitivo, padronizado, tal como sempre funcionou nas mídias tradicionais. Nos dias de hoje, com o rápido avanço da tecnologia – e que sempre tem um impacto nos serviços jornalísticos –, lidar com essas mudanças de cenário virou algo normal, e não extraordinário.

O modelo de negócio que funciona hoje, para um determinado projeto, pode não funcionar mais daqui a um ano ou dois. O modelo hoje é variável, dinâmico, tal como a tecnologia. Costumo me referir a ele – como já ouvi de um especialista na área, numa ocasião – como um “modelo beta”, ou seja, um modelo em “versão beta”, que não é definitivo. Ele está em desenvolvimento permanente, e sua regra varia conforme o período. Isso exige criatividade e originalidade o tempo todo.

Em resumo, nesses três âmbitos pesam, em linhas gerais, grande parte das demandas de um analista de produto para mídias móveis. Um profissional que será cada vez mais comum nas redações, embora ainda escasso.

 

Sexta-feira
Jul292011

Nethics conclui novo aplicativo para o Canal Rural do Grupo RBS

Christian Marra

Já está disponível para download na App Store da Apple o aplicativo “Você no Freio”, dirigido aos entusiastas do Freio de Ouro, maior competição de cavalos crioulos do Brasil, que conta com cobertura completa do Canal Rural, do Grupo RBS.

O novo aplicativo reúne basicamente duas funcionalidades: criar fotos personalizadas, com a marca “Freio de Ouro”, e ferramentas para seu compartilhamento em redes sociais (Facebook e Twitter). O usuário pode tanto utilizar fotos de seu álbum quanto tirar novas fotos antes de compartilhá-las, sempre aplicando uma moldura especial, com a marca da competição. 

O aplicativo foi idealizado pela equipe de planejamento de mídias digitais do Canal Rural, que contou com o suporte de seus profissionais de design. A Nethics, por sua vez, em contato contínuo com essa equipe, encarregou-se do desenvolvimento, testes e homologação do aplicativo. Ele pode ser baixado gratuitamente na App Store.

O Freio de Ouro é uma competição que existe há 30 anos, e o Canal Rural prepara-se para exibir um programa especial sobre a disputa, que será exibido horas antes da grande final 2011, marcada para o final de agosto. Os entusiastas do Freio de Ouro poderão contar, na ocasião, com este novo aplicativo, registrando os momentos mais marcantes e compartilhando-os com os amigos.